Daniel Oliveira, um tipo com poder de encaixe
O Daniel Oliveira, que ultimamente anda a levar-se demasiado a sério e às tantas ainda se começa a auto-chamar "Daniel de Oliveira", escreveu um post sobre a praxe. É bem conhecido o repúdio automático que muita gente de esquerda sente pela praxe, mas ontem o Daniel teve a felicidade de postar o mais pavloviano texto que já vi escrito sobre qualquer assunto em qualquer sitio do mundo, e incluo nesta lista a redacção que o cão do Pavlov escreveu sobre "A Hora Do Lanche". O post pode ser lido aqui:
frase para linkar o post do daniel Oliveira, evitar fazer piadas baratas e chamá-lo de anão intelectual em alusão à sua estatura mui baixa mas que ele insinua ser perto de mais de 1 metro e 80 na imagem do topo do blog, ok não tem mal nenhum ser baixo.
Para quem não se quiser dar ao trabalho de ler, o post numa frase diz:
"Em Coimbra quase mataram uns miúdos inocentes e há um troglodita chamado Dux que quer fazer não sei quê, mas quem é este gajo, que autoridade tem, espero que um reitor proiba a praxe que é o que se faz nos Estados de Direito."
Decidi escrever um comentário ao seu post, deixando ao Daniel algumas perguntas e sugestões (que se informasse melhor acerca das coisas sobre as quais escreve, que este tipo de reacção knee-jerk "praxe=CRIME" parece idiotice pura, etc). O comentário pode ser lido aqui:
"Troglodita parece o Daniel, a falar dessa forma de algo que obviamente não conhece nada. Tudo o que escreveu é apenas uma opinião instantânea e boçal (adoro devolver adjectivos), um reflexo pavloviano, uma asneira.
Em primeiro lugar: como o The Studio (por uma vez) bem disse, um crime é um crime e pronto. A policia pode sempre actuar desde que exista queixa. O Daniel defende que o crime de de ofensas corporais passe a ser crime público e dispense queixa? Esta investigação do conselho de veteranos pode ser uma fantochada, mas quem se sujeita a ela são os queixosos no uso da sua liberdade individual. É um "procedimento interno" da praxe, resultante de os que nela participam saberem que pode ser abusada.
A praxe, tal como o anti-praxismo, não são na sua essência sobre violência, e a participação nelas resulta de uma livre escolha por parte de cidadãos maiores de idade. Há instituições que o Estado democrático dispensa, mas a liberdade individual não é uma delas.
Há dois anos, numa rua perto de onde vivo dois estudantes foram espancados por anti-praxistas (todos eles assumidos apoiantes do bloco de esquerda e do pcp) alcoolizados, apenas porque entraram no café errado à hora errada vestindo capa e batina. O Daniel também pede que exista um reitor corajoso que acabe com o anti-praxismo?
Quisesse o Daniel conhecer melhor as coisas sobre as quais determina tão finais sentenças e menos asneiras passariam pelos olhos dos seus leitores. Que poético estou hoje."
(NdR: o The Studio mencionado no texto é um blogger meio neo que por lá aparece às vezes)
Ui, perguntas difíceis, factos empiricamente comprováveis causadores de embaraço para a tendência política que o Daniel prega, acusações ao Daniel de querer coarctar a liberdade individual, demonstrações que os seus companheiros de luta in loco são lobos iguais (ou piores) que o suposto inimigo, um chorrilho de problemas para o Daniel.
Ora, com a classe e o sangue frio que lhe são unanimemente reconhecidos, como é que o Daniel respondeu ao meu comentário? Como é que ele desclaçou a bota difícil que lhe enfiei na cabeça?
Simples: decidiu não publicar o meu comentário.
Poder de encaixe, confronto democrático de ideias, the works.
O Daniel Oliveira tem tanto poder de encaixe que se fosse um brinquedo, era um lego. Ou um garfo.