sábado, dezembro 08, 2007

a questão da paridade, à maneira do Inimigo Público

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6 em cada 10 pessoas pertencem à maioria.

Um novo estudo conduzido pela Universidade Católica concluiu que seis em cada dez pessoas pertencem à maioria, e que as restantes quatro são a minoria. Os partidos políticos com assento parlamentar já se pronunciaram sobre o estudo.

O PS anunciou que vai propor uma lei para proteger as quatro pessoas que constituem a minoria, uma lei da paridade que obriga a que pelo menos duas das seis pessoas da maioria sejam provenientes da minoria de quatro. Bloco de Esquerda e comunistas acusam Sócrates de hipocrisia e de nada fazer para resolver o problema já que, na Assembleia da Republica, as maiorias na votação têm também sempre mais gente que as minorias. "É a desprotecção total de quatro em cada dez pessoas, vergadas ao poder das outras seis. Nós acreditamos que um outro mundo é possível, um mundo em que as quatro pessoas da minoria valerão tanto como as seis da maioria" referiu Francisco Louçã.

À direita, o líder do PP afirmou "este é um assunto que nos preocupa na medida em que existe uma exclusão evidente de quatro pessoas em cada dez. Mas é preciso não esquecer que as outras seis são portugueses e também têm direitos. Além disso nós não alinhamos no politicamente correcto dos outros partidos, tive a oportunidade de reunir há umas semanas com as tais seis pessoas que me asseguraram que as outras quatro afinal eram umas cinco ou seis. Estamos a acompanhar a situação com preocupação".

Luís Filipe Menezes por seu lado disse "este é um problema que o PSD conhece bem, estamos empenhados em encontrar uma solução, propusemos que na AR os votos da maioria dos deputados valham tanto como os da minoria. Mas este não é o momento para nos pronunciarmos, é sim um momento de reflexão".

O presidente do PNR, que por algum motivo este jornal decidiu entrevistar, fez declarações polémicas afirmando que "os outros quatro não são verdadeiros portugueses e, com todo o respeito, deviam era voltar par o país de onde vieram porque em Portugal só cabem seis pessoas."

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