sábado, abril 12, 2008

A qualididade eremítica de Jorge Mourinha

Serve este post para avisar os leitores quanto à malevolidade da opinião do senhor Jorge Mourinha, crítico de cinema do jornal Público, sobre o filme [Rec].

E para relembrar que já não é de hoje que o mencionado senhor faz gáudio em mostrar que nada sabe de cinema.

E para sublinhar que a sua única qualidade enquanto profissional do bitaite é assumir sem complexos que gosta de filmes maus. Pode não ser uma pequena qualidade, mas em Jorge Mourinha ela assume uma solidão tao eremítica que a torna rara como um pequeno diamante. Um diamante num Universo vazio e desolado. Um Universo vazio e desolado em que somos obrigados a ver filmes medonhamente péssimos que por lá são apreciados. "Filmes esgrouviados" chamava ele há uns anos às tais demonstrações cabais de como fazer mau cinema. E dava-lhes, invariavelmente, 4 estrelas em 5 ou 8 pontos em 10, o que contradiz o que nesta mesma frase escrevi sobre a sua invariabilidade.

E esta invectiva cabalística porquê, não há montes de críticos piores que ele, acaso algum crítico viveu sem se enganar, ao menos uma vez, sem perdão sobre a "qualidade" de determinado filme "muito bom"? Será que fiquei de beicinho porque ele só deu uma estrela ao melhor filme que vi em sala em anos? Será que lhe levo a mal ele mandar abaixo filmes com poucas chances comerciais por serem espanhóis e o caralho? Já lá vamos, há, não, não e não.

Estas palavras duras, menos de pai cintoso do que de colega de turma mais alto e forte, são causadas apenas, só, e pelo simples facto de... eu não gostar de Jorge Mourinha! Andava há anos a ver se me aparecia um motivo suficiente para me dar ao trabalho de escrever isto. Tari!

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