segunda-feira, abril 16, 2007

Quod demonstrandum non erat, sed demonstratus anyway

Há uns dias atrás, escrevi aqui que a nova lei anti-tabaco era originada de um fundamentalismo puro e duro. Só para relembrar, esta pérola do politicamente correcto, quando conjugada com (a boa) medida das salas de chuto, faz com que nas nossas prisões:

- Injectar heroína na veia: ok.

- Fumar um cigarrito: não.

O Pedro Bala respondeu-me com um post, aqui. O post era em geral contra a lei, e até foi publicado no caderno P2 do Público, no essencial (a lei ser muito má) concordávamos. Mas dizia também que eu estava enganado quanto à história do fundamentalismo, que defender o que quer que seja tem sempre um fundamentalismo inerente e isso nem sempre era mau. Nos comentários ao seu post insisti que, mesmo admitindo que isso de haver sempre um fundalmentalismo fosse verdade, este fundamentalismo de onde originava a lei anti-tabaco era no entanto "o mau, aquele das certezas absolutas que nao admitem contrario, o que originou campos de concentraçao e Annes Frankes".
Pois ontem, Domingo, vem no mesmo caderno P2 uma entrevista a Rita Vaz, dirigente da Juventude Nacionalista, e membro de destaque do PNR, que a certa altura para defender o nazismo diz o seguinte:

"Pessoalmente apoio algumas ideias do nacional-socialismo."
Exemplifica: "Uma das primeiras campanhas anti-tabágicas foram (sic) feitas no III Reich. Os agentes das SS não podiam ser vistos a fumar em lugares públicos porque já havia essa consciência de que era preciso preservar o povo alemão dos seus malefícios."

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